Livro #03 – Entrevista com o Vampiro

Título: Entrevista com o Vampiro
Autor: Anne Rice
Editora: Rocco
Número de páginas: 334
[ Este post pode conter spoilers sobre o livro continue por sua conta e risco ]


Já tem muito tempo que o nome desse romance chegou aos meus ouvidos, então eu pensava que era apenas um filme.Poucos anos depois descobri que havia uma série de livros, mas sabe que nunca quis ler?Eu lembro de ter evitado ver o filme durante muito tempo, porque eu sou medrosa em relação a tudo que vocês possam imaginar e mesmo sem nunca ter lido nada sobre vampiros o imaginário já estava grudado na minha cabeça chegando ao ponto de que quando criança eu teimava em dormir com um terço pendurado em minha cama como se ele fosse me dar alguma proteção como o sobrenatural.Cogitei pedir alho pra minha mãe mas ela apenas morreria de rir da minha cara.

Acho que tinha uns 15 anos quando decidi ver o filme.Vou confessar que eu nem lembro se gostei ou não, só lembro de estar sozinha na sala e era mais de meia noite e de ter um medo incrível de voltar pra casa sozinha porque minha imaginação sempre foi um pouco fértil demais e eu comecei a ouvir barulhos pela casa e ver sombras.Mas eu já estava velha demais pra ter medo dessas coisas e fui dormir e nunca mais pensei no filme.A única coia da história que eu lembrei era o nome de Lestat e nem sei porque (provavelmente porque quando eu tinha lá meus 11 anos eu tinha posters do Tom Cruise pelo quarto…é eu sei.)

Andando no quarto da minha prima vi na estante a coleção completa das Crônicas Vampirescas, peguei emprestado os três primeiros volumes (com o consentimento dela okay?Não saio por aí roubando livros de parentes).Eu li o livro em 3 dias, e teria lido em dois se não estivesse com tanta gripe.Enquanto lia flashes do filme iam pipocando na minha cabeça e foi bacana ver as semelhanças e diferenças enquanto eu lembrava/conhecia a história.

Eu teria que ver de novo o filme pra afirmar com certeza que o livro é muito melhor, mas os livros sempre são melhores.De longe Entrevista com o Vampiro é a melhor obra de vampiros que li nos últimos tempos, o segundo lugar seria I Am Legend que eu amei e olha Twilight nem é a pior, existe coisa bem mais horrível que aquilo….É SÉRIO!Existe uma abominação pior que eu acho que nunca virou filme ( e espero que nunca vire) chamada House of Night.Fujam dessa série como se o diabo estivesse de tanga na sua frente dançando Ai se eu te Pego!

Mas voltando ao livro, foi excelente comparar a obra com outras publicações, não vou falar que é uma representação fiel da mitologia porque simplesmente é MITOLOGIA, não existem vampiros de verdade pra gente falar o que é certo ou errado, mesmo os vampiros brilhantes.Os vampiros brilhantes respondem a expe3ctativa de uma faixa etária especifica e pronto.Enquanto pra eles é aquela coisa de amor e que tudo parece o fim do mundo ( você já foi adolescente, lembre da sensação de achar que com 15 anos o amor da sua vida estava ali e vocês iam ficar o resto da vida juntos e blá blá blá toda essa baboseira), em  Entrevista com o Vampiro o arquetipo do vampiro é repleto de sensualidade e paganismo, e é claramente para um público mais maduro tanto sexualmente quando mentalmente, existem questões ontológicas debatidas ali que você não fica encucado quando mais novo (exceto raras exceções).

True Blood (que também já li boa parte dos livros) também tem esse lado sexual exacerbado mas de uma forma bem mais explícita, nem tantos nos livros mas na série que virou um festival de bundas, peitos e posições sexuais. A diferença primordial pra mim é o ponto de vista da narrativa que é sob os olhos de Louis e isso também dá o tom do livro.Em I Am Legend vemos o personagem principal falar dos vampiros mas como é o outro ele não entende muito bem, ele não entende a transformação muito bem e por consequência não entendemos.

Tanto em Twilight com True Blood temos o mesmo problema, o que sabemos dos vampiros vem da perspectiva das personagens principais humanas e cheias de limitações, não apenas limitações físicas por serem humanas mas limitações literárias, de narrativa e da construção das personagens já que estás se assemelham muito ao conceito de Mary Sue, conceito este bem conhecido por autores e leitores de fanfics.Como em Entrevista com o Vampiro temos a perspectiva de Louis podemos nos ater mais a lógica vampira, e entender um pouco mais de sua complexidade e confusão a respeito de sua própria condição.

Tive alguns problemas pra ler a história devo confessar, algumas partes pareciam confusas demais e até agora eu não entendi se eu li de forma errada, se é problema da tradução (hey é a Clarice Lispector mas ela num é infalível é?) ou se o problema é da narrativa da autora mesmo.ou pior se é culpa da estrutura do livro já que não existe sinalização clara de quando é o Louis narrando a história na entrevista e quando são diálogos dentro a história, ambos usam  ” _ ” para expressar fala assim como nos aprendemos na escolinha.

Ao mesmo tempo em que fiquei com ódio mortal da autora não me dar informação alguma sobre quem era o garoto, porque ele queria uma entrevista com um vampiro e porque diabos ele concedeu essa entrevista eu achei isso genial.Estou com mais outros dois livros da série e espero que eventualmente eu descubra isso, daí eu ter achado a não informação genial porque quero começar a ler o segundo livro hoje mesmo.

Agora é rever o filme pra descer a lenha no que está diferente LOL  e ler os demais.

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